Eu gosto é das cantigas, daquelas bem antigas. Do tempo em que se atirava o pau no gato, comprava-se brigas, mandava-se matar, a boa e velha ameaça de trevas profundas! Gosto das velhas histórias, com choros, seqüestros, egoísmo, ganância, todas lavadas com muito sangue. Gosto das cabeças rolando, da honra lavada, da misericórdia duvidosa. Gosto da velha vida, onde se quebrava dentes, meninos acuados deixavam grandes cicatrizes nas testas dos valentões, e meninas suspiravam ao deslumbrar uma distante conjunção carnal.
Melhor que hoje, onde se joga filhos pela janela, metralha-se colegas algozes, mata-se numa pequena discussão...e volta pra casa, pede a mãe pra chiar em seu ouvido e toma 30 gotas de Rivotril.
Por: Gustavo Souto de Paula
segunda-feira, 25 de maio de 2009
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