Logo que veio ao mundo, no primeiro chorou ele ouviu
Quando aos 6 quebrou a perna, alguém cantando lhe sorriu
Aos 12 subiu no telhado, mas a madeira ruiu
No hospital estrupiado, mais uma musiquinha surgiu
E ao longo de sua vida
Na tristeza ou na alegria
Na festa ou na agonia
No trabalho ou na orgia
No rancor ou simpatia
Sempre uma cantiga se ouvia
Um dia adormeceu
Cansado da vida morreu
E em seu enterro lhe ocorreu
Que em sua última cena
Que pena
Uma cantiga serena
Não aconteceu
Por: Élio Filho
segunda-feira, 25 de maio de 2009
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