Eu gosto é das cantigas, daquelas bem antigas. Do tempo em que se atirava o pau no gato, comprava-se brigas, mandava-se matar, a boa e velha ameaça de trevas profundas! Gosto das velhas histórias, com choros, seqüestros, egoísmo, ganância, todas lavadas com muito sangue. Gosto das cabeças rolando, da honra lavada, da misericórdia duvidosa. Gosto da velha vida, onde se quebrava dentes, meninos acuados deixavam grandes cicatrizes nas testas dos valentões, e meninas suspiravam ao deslumbrar uma distante conjunção carnal.
Melhor que hoje, onde se joga filhos pela janela, metralha-se colegas algozes, mata-se numa pequena discussão...e volta pra casa, pede a mãe pra chiar em seu ouvido e toma 30 gotas de Rivotril.
Por: Gustavo Souto de Paula
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Palavra: Cantigas
Logo que veio ao mundo, no primeiro chorou ele ouviu
Quando aos 6 quebrou a perna, alguém cantando lhe sorriu
Aos 12 subiu no telhado, mas a madeira ruiu
No hospital estrupiado, mais uma musiquinha surgiu
E ao longo de sua vida
Na tristeza ou na alegria
Na festa ou na agonia
No trabalho ou na orgia
No rancor ou simpatia
Sempre uma cantiga se ouvia
Um dia adormeceu
Cansado da vida morreu
E em seu enterro lhe ocorreu
Que em sua última cena
Que pena
Uma cantiga serena
Não aconteceu
Por: Élio Filho
Quando aos 6 quebrou a perna, alguém cantando lhe sorriu
Aos 12 subiu no telhado, mas a madeira ruiu
No hospital estrupiado, mais uma musiquinha surgiu
E ao longo de sua vida
Na tristeza ou na alegria
Na festa ou na agonia
No trabalho ou na orgia
No rancor ou simpatia
Sempre uma cantiga se ouvia
Um dia adormeceu
Cansado da vida morreu
E em seu enterro lhe ocorreu
Que em sua última cena
Que pena
Uma cantiga serena
Não aconteceu
Por: Élio Filho
sábado, 9 de maio de 2009
Palavra: Volta
Eu voltei. Maltratado, magro, cheio de cicratizes (algumas ainda abertas), como um cachorro que foge de casa e retorna depois de uma semana. Voltei feliz, como esse cachorro. Comida de mãe, cama limpa, chão varrido....chão. Quem diria, aquele que um dia fugiu por sentir falta de asas, retorna e enche seus olhos de água por ter um chão. É meio engraçado, mas nem chega a ser irônico. Afinal, como saber o verdadeiro valor do chão antes de perdê-lo? Como nos convencer de que temos asas de galinha, que não podemos subir tão alto, senão através de uma desastrada queda de cara na terra? Agora é fechar os olhos, sentir o vento e sorrir. Eis o meu chão querido, o meu voltar, aquele que poderá me levar muito mais longe que todos os céus inexplorados desse universo!
Palavra: Volta
Passei a noite com um amigo para falar sobre minhas voltas sobre o vazio
Depois de falar sobre amor, amizade, pais, planos, familia, casamento, filhos.
Tudo voltou novamente.
Resolvemos voltar a estaca 0
Já era tarde e não dava pra voltar atrás.
O vazio voltou mas as palavras não.
Contornamos o vazio pra ver se o que faltava voltava
Não voltou
A falta permaneceu presente
Por: Bisa
Depois de falar sobre amor, amizade, pais, planos, familia, casamento, filhos.
Tudo voltou novamente.
Resolvemos voltar a estaca 0
Já era tarde e não dava pra voltar atrás.
O vazio voltou mas as palavras não.
Contornamos o vazio pra ver se o que faltava voltava
Não voltou
A falta permaneceu presente
Por: Bisa
domingo, 3 de maio de 2009
Palavra: Macarrão
Macarrão... novamente. Amarelo, gosmento, escorregadio. Às vezes dá pra encarar como se fossem longilíneos vermes, esperando ansiosamente para habitar em seu corpo. Mas não....não é esse o problema do macarrão. Antes fosse.
Rotina, prato de qualquer dia. Coisa fácil de se fazer. Sem perspectiva, sem trabalho, sem grandes demandas. Sabor de tédio, inércia. Seu macarrão era como um lembrete que jogava em sua cara que tudo continuava exatamente da mesma maneira. Seu suor, sua luta, tudo se resumia a macarrão. Derrota.
Não almoçou naquele dia.
Por Gustavo Souto de Paula
Rotina, prato de qualquer dia. Coisa fácil de se fazer. Sem perspectiva, sem trabalho, sem grandes demandas. Sabor de tédio, inércia. Seu macarrão era como um lembrete que jogava em sua cara que tudo continuava exatamente da mesma maneira. Seu suor, sua luta, tudo se resumia a macarrão. Derrota.
Não almoçou naquele dia.
Por Gustavo Souto de Paula
Palavra: Macarrão
Não sou magro, nem gordo
Mas corro atrás do prazer, da felicidade, do ópio, da ilusão, da sensação
Mas não encontrei e entrei na contramão
Decepção
A compensação
Foi o macarrão
Aqueles finos e volumosos fios de massa
A me tapear, a me encher de sabor
Molho branco, vermelho ou qualquer um
Libação
Salve o macarrão
A salvação
De uma noite de humilhação
Sem emoção
Por Élio Filho
Mas corro atrás do prazer, da felicidade, do ópio, da ilusão, da sensação
Mas não encontrei e entrei na contramão
Decepção
A compensação
Foi o macarrão
Aqueles finos e volumosos fios de massa
A me tapear, a me encher de sabor
Molho branco, vermelho ou qualquer um
Libação
Salve o macarrão
A salvação
De uma noite de humilhação
Sem emoção
Por Élio Filho
Palavra: Macarrão
a importancia do macarrão nas nossas vidas: fonte de carboidratos, versatil (por causa do molho), prato mestre de repúblicas, rapido, pratico... e deixa a gente cheio.
Por menina tímida
Por menina tímida
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