sábado, 20 de fevereiro de 2010

Palavra: Janela

Mas uma vez ela nos separa, tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Um pequeno pedaço de vidro consegue separar o sonho da realidade. A meses q venho sonhando com o momento q essa janela se abrir, mas ela continua lá. Trancando meus sonhos dentro de um pequeno quarto. Que vai diminuindo a medida q eu voo mais longe em meus sonhos. Voar, como faz tempo q não sinto isso.

Me lembro de quando era pequeno, ainda na floresta, sendo livre. Até aquele fatídico dia… ainda tenho a imagem da minha mãe, apos ser atingida falando pra eu fugir, para eu voar até onde a terra se vira, até o proximo nascer de sol. Eu era pequeno, não conseguia entender q ela estava perto do fim, e só queria q eu fosse para q meu fim também não chegasse agora.

E eu fui, fugi. Até mihas asas se cansarem, até onde meu corpo não conseguiu mais resistir, nem minha imaginação chegar. Era um novo mundo, do meio da floresta fui para uma grande cidade. Minha mãe já tinha me falado delas, dizia dos seus perigos. Sem a prisão dos homens correndo atrás de seus sonhos.

Meu sonho era ser livre, era voar por ai, descobrindo novos mundos. Outras florestas, outros mares. Mas com poucos dias de cidade, fui pego na rua. Por um homem, parecido com o que atirou na minha mãe, só que esse tinha os pelos brancos, a pele desgastada pelo tempo, e uam expressão de ter sofrido muito na vida. Fui pego enquanto comia usn grãos na rua, e rápidamente o homem me pegou.

Ele me levou pra sua casa, me limpou e cuidou de meus ferimentos. Me dando sempre carinho, comida e proteção. Menos oq eu mais queria, que era ser livre novamente. Desde esse dia fico esperando, olhado para aquela janela, esperando o momento que ela se abrira, e q eu poderei mais uma vez ver o mundo passar por baixo das minhas asas.

Até que um dia, após meses esperando, o senhor resolve abrir a janela, sem preceber q minha gaiola estava aberta, era minha única chance. Sai planando pela a janela, sem olahr para trás, passei pela janela. Enqaunto o filmed a morte de minha mãe passava pela minha cabeça. Finalmente estava do lado de fora, livre, solto. Porem, assim q me ponho pra for a do prédio, vejo q minhas asas não estavam suportando meu corpo! O senhor havia cortado elas, e com essa sentença, Caio no asfalto da rua, morto. MAs com o espirito livre para sempre.

Por Luca

Palavra: Janela

Nunca tenho paz, nunca o sorriso é eterno, nunca estou sereno, nunca os pensamentos estão livres... Sempre atazanado, sempre atarefado, abafado, sufocado, sempre agustiado, sempre em sentinela... a olhar pela janela... Da janela tenho paz, da janela o mundo é mais, da janela eu sou audaz, e minha alma se faz... livre. Da janela não se vem, da janela não se vai, da janela só saem os pensamentos..Da janela o pensamento entra e sai com liberdade, volta com o vento, com a cordialidade dos insetos intinerantes. Vem trazendo a brisa, o cheiro da chuva, o bafo quente do dia, o sotaque do gringo, o latido do cachorro, o perfume da mulata, o castigo da ingrata, o bandido que se fudeu, o tiro que a PM deu, e para longe lá vou eu... com uma alma que ainda luta e um corpo que adormeceu...

Por Élio Filho

Palavra: Janela

Foi então que decidi virar a cama para a janela. Bem de frente, vista para o céu. Deitado, observando as nuvens se movimentarem lá em cima, pensando. Mas angustiado, não relaxado. O que torna o céu angustiante? O vento entrando calmamente desolador? A leve vida lá fora opressora? Justamente o “lá fora”.

Janelas podem ser cruéis. Vislumbra-se todo um universo, se vê todo um mundo que acontece, mas você está ali do outro lado, como que mendigando um pouco daquilo tudo. O que lhe resta são sons, cheiros, vistas para possíveis fotografias, sensações para um possível sonho.

Do lado de lá estão todas as possibilidades. Todas os caminhos a serem tomados, todas as escolhas a serem feitas, todo o sangue a se escorrer, todo sangue a se beber.

Janela do meu quarto, do meu mundo, sei bem que não posso simplesmente pular através. E ainda, me falta a coragem para me entregar ao mundo que me oferece. Resta então o eterno lamento dos oprimidos e covardes, atenuado porém pelas migalhas da promessa de uma vida plena que chegam com aquela folha que entra em meu quarto, trazida por um vento de fim de tarde.

Por Gustavo Souto de Paula