Leve areia que cai
Torne-se ainda mais leve
Para que o tempo se vá
E ela aos meus braços retorne
Fina areia, que suave desce
Tortura no âmago de minh'alma
Pois cada de um seus pequenos grãos
Toma tamanho de infinito mundo
Piedosa areia, enfim cumpriste seu trabalho
Linda e branca meu amor nos meus braços está
Não mais medidas há, grãos, segundos, tempos
Apenas ela, soberana sobre os universos
Mas há de se virar novamente a ampulheta...
Maldosa areia, quão rápido se esvai!
Agora que me contas o tempo que resta
Pareces sarcasticamente acelerada.
Talvez porque pesada estejas.....
Com o peso de todas as minhas lágrimas
Por Gustavo Souto de Paula
quinta-feira, 30 de abril de 2009
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